Entenda como começar, quais os riscos e tipos de investimentos mais comuns

Investimento é um tema relevante e muito comentado nos últimos anos. Já falamos um pouco sobre a importância de investir como estratégia para um futuro tranquilo aqui . O assunto é amplo e complexo, mas começamos por reforçar que ter conhecimento financeiro e contas equilibradas é essencial antes de se tornar um investidor. Dívidas e nome sujo no mercado são empecilhos reais para quem quer começar a investir.

Podemos dizer que o caminho que separa um investidor amador de um veterano é longo e cheio de experiências boas e ruins. Porém, não encare essa jornada como um problema. Conheça algumas opções oferecidas no mercado e considere por onde quer começar. A ousadia pode lhe render muitos lucros, mas os conservadores também conseguem conquistar milhares de dividendos com uma bela tacada. Em ambos os casos, a inteligência financeira é a dica mais preciosa.

Vamos começar falando da grande tendência do último ano, o investimento em bitcoins. Criadas em 2009, as chamadas criptomoedas ou moedas virtuais sacudiram o mercado financeiro e tornaram-se uma forma de investimento considerada rentável, embora tenha alta volatilidade. Em 2017, a moeda digital chegou a maior cotação da história com uma valorização de 1400%.

Simpatizantes acreditam na valorização progressiva, enquanto críticos afirmam que a moeda vive em uma bolha que vai estourar. Para adquirir o bitcoin é preciso buscar uma corretora especializada e montar sua carteira. Por não ser controlada pelo Banco Central e se tratar de um negócio exclusivamente virtual, não é propriamente indicada para novos investidores ou para aqueles mais conservadores.

Na onda virtual, também está em alta o investimento em startups e novos negócios. Estão todos à procura dos chamados “unicórnios”. Essa é uma grande opção para quem pode arriscar e não terá graves problemas caso algo dê errado. Do contrário, mantenha-se conservador, afinal dificilmente você aumentará seu patrimônio contando apenas com o mundo imaginário de seres encantados e árvores de dinheiro.

Voltando para o mercado tradicional, sempre é tempo de começar. Por isso, para os iniciantes, muitos especialistas renomados costumam indicar que comecem aos poucos, conhecendo o mercado e correndo riscos controlados. Depois da aplicação clássica na poupança, que tem um rendimento médio de 4,5% ao ano, uma orientação muito utilizada é aplicar no Tesouro Direto. Tratam-se de títulos de renda fixa, que apresentam maior rendimento que a poupança e são emitidos pelo Tesouro Nacional, um órgão do governo. É um investimento considerado de baixo risco e que pode ser feito facilmente por quem tem uma conta bancária e acesso à internet.

Um outro tipo de investimento muito apreciado pelos brasileiros é a compra de imóveis como forma de renda extra. O próprio autor do best-seller de finanças pessoais “Pai Rico, Pai Pobre”, Robert Kiyosaki, começou seu patrimônio apostando em imóveis. Hoje com mais de 9 milhões de cópias vendidas no mundo, Robert adverte sobre a importância de conhecer seus investimentos e gostar deles.

O que o autor queria dizer é que imóveis podem dar trabalho se mal administrados. Dependendo da propriedade, pode ter alto custo de manutenção e pouca facilidade para aluguel ou revenda. Se você gosta tanto de imóveis quanto Robert, será um ótimo investimento. Mas avalie com cuidado antes de adquirir.

E você deve estar se perguntando sobre o tão comentado mercado de ações. Pois é, ele oferece inúmeras possibilidades de investimentos, em diferentes tipos de segmentos do mercado. Lá são negociadas ações de empresas de todos os tipos e fundos imobiliários. Ao comprar uma ação, você se torna sócio de uma empresa de capital aberto. As operações acontecem por meio da bolsa de valores e a situação econômica e política de um país, ou do mundo todo, influenciam diretamente no valor dessas ações e nos seus rendimentos.

Entrar no mercado de ações oferece chance de altos lucros, mas os riscos também são maiores já que o valor de compra é mais alto. A flutuação e a oscilação também exigem nervos de aço para o investidor que deseja entrar nesse círculo. Estar antenado com a situação global também faz diferença nas decisões.

Os Fundos de Investimentos em Ações (FIA) são uma boa opção para quem está entrando nesse mercado. Nele, um gestor especializado cuida do dinheiro de vários investidores e decide pelas aplicações com maior rentabilidade, de acordo com os acontecimentos globais. É uma vantagem, para quem fazer parte desse mundo e ainda não tem experiência.

Novas plataformas on-line também já atuam no mercado de investimentos e ajudam os investidores com dados de aplicações. Com um cadastro simples você pode conhecer várias ações disponíveis no mercado e decidir onde e por quanto tempo quer investir. Qualquer pessoa pode começar e com qualquer valor.

Essas são apenas algumas opções de investimentos, o mercado oferece muito mais. Para se informar e conhecer todas as possibilidades é interessante procurar cursos para aprender a fundo o tema. Para quem deseja melhorar seu conhecimento financeiro, o próprio Banco Central já tem alguns cursos de educação financeira. Outras instituições também oferecem aulas para aprender a investir na Bolsa de Valores.

Quais as principais lições que podemos tirar sobre investimento até agora?

  • Educação financeira é o primeiro passo para saber lidar com o dinheiro;
  • Criar e manter uma reserva te dá mais tranquilidade para lidar com gastos e investimentos;
  • Conhecer a si mesmo e entender qual tipo de investidor (conservador ou arriscado) você é lhe poupa estresse, tempo e perdas;
  • Ter uma carteira de aplicações equilibrada pode lhe render muitos lucros.

Investir é um aprendizado constante e em alguns casos você vai ganhar e em outros pode sim perder, é importante saber lidar com isso. Aproveite a caminhada, aprenda com os erros, corra riscos, mesmo que calculados, planeje seu futuro, não descuide da sua saúde financeira, mas viva o momento. A vida passa rápido demais para se concentrar apenas no material, o maior investimento pode estar no meio do caminho. Como já dizia o sábio filósofo grego Epiteto: “a riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades”.

 

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