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Qual o impacto dessa mudança no mercado de crédito?

O mercado de crédito tem sofrido grandes mudanças com os avanços tecnológicos. A mais recente chamou a atenção dos noticiários por modernizar e criar regras atuais para startups financeiras. Em 26 de abril de 2018, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a regulamentação das chamadas fintechs, empresas de tecnologia que oferecem serviços financeiros. Já falamos mais detalhadamente sobre as fintechs aqui .

Na prática, estas empresas poderão atuar como Sociedade de Crédito Direto (SCD) ou Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). O que muda é que de agora em diante as fintechs poderão oferecer empréstimos a partir de seus próprios recursos e manter contas de pagamentos para os seus clientes. Antes, essas startups só poderiam disponibilizar créditos desde que estivessem vinculadas a uma instituição financeira tradicional.

Qual o impacto dessa regulamentação no mercado de créditos? O consumidor que busca empréstimos, financiamentos, ou deseja fazer investimentos poderá escolher entre um leque maior de empresas. A concorrência cresce naturalmente quando se tem mais instituições oferecendo o mesmo serviço, consequentemente juros e taxas podem cair e as negociações poderão ficar mais atraentes, devido ao aumento da concorrência que ajuda os consumidores. Além disso, a resolução permite as fintechs de realizar a chamada “peer-to-peer”, operação entre pessoas físicas e empresas, antes proibida para essas empresas.

Diego Romboli, sócio fundador da CredMov, plataforma que oferece crédito on-line, explica que muitas empresas têm surgido nesse segmento e que as mudanças favorecem startups e consumidores. Segundo a Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), criada há apenas dois anos, no fim de 2017 o número de associados já chegou a 320. “É uma prova de que o mercado financeiro está se abrindo para empresas inovadoras e de que os clientes estão perdendo o preconceito com plataformas on-line”, comenta Diego.

Estas startups, agora regulamentadas para novos tipos de operações, estão mudando o cenário financeiro conhecido por ser fechado e tradicional. Atuam nas áreas de crédito, investimentos, seguros, pagamentos, renegociação de dívidas, banco digital, entre outras.

Quando você procurar um empréstimo, por exemplo, possivelmente terá maior poder de barganha na busca por juros menores. Mas isso só será possível se estiver aberto para conhecer estas empresas contemporâneas. Diego aponta que “muitas pessoas ainda receiam fechar negócio com uma instituição financeira que não seja antiga ou não tenha milhões de clientes, e acabam pagando mais taxas e juros por medo e incompreensão”.

Como toda mudança, sempre existem prós e contras e os clientes devem ficar atentos, entrando em negociações com companhias confiáveis. “A grande concorrência é um trunfo para o consumidor, mas é preciso ter cautela. Infelizmente tem gente que se aproveita do desconhecimento. Ter calma, conhecer a empresa, suas propostas, analisar as taxas e juros, além de certificar-se de que está fazendo um bom negócio é o melhor caminho”, explica o empresário.

 

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