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Empresário do mercado financeiro dá dicas para sair das dívidas

Planejamento e negociação com os credores são pilares para sair do vermelho

Equilibrar a vida financeira é uma tarefa árdua e constante. A falta de conhecimento e habilidade para lidar com o dinheiro e organizar as contas domésticas é uma realidade entre as famílias brasileiras. Embora a economia dê sinais de recuperação, de acordo com a pesquisa realizada pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), mais brasileiros estão endividados. Cerca de que 61,7 milhões de pessoas possuem algum débito pendente e nome sujo, sendo que só no sudeste do país são mais de 26 milhões de pessoas com dívidas.

Diego Romboli, sócio fundador da CredMov, plataforma especializada em financiamento e crédito com garantia, explica que os brasileiros não possuem educação financeira e que isso é um problema econômico grave. “Não saber planejar seus gastos e manter as contas em dia leva muitas famílias ao desespero. São feitas dívidas em cima de dívidas, virando um círculo vicioso interminável”, comenta.

Com base em sua experiência atendendo clientes no mercado financeiro, o empresário dá algumas dicas para começar a colocar as finanças nos eixos e sair do vermelho:

Sem desespero

Dívidas vão e vem, o dinheiro existe para ser usado mesmo, mas com cautela. O desespero deixa a pessoa sem rumo e ela toma decisões precipitadas que podem ocasionar novos débitos. Avalie com calma sua situação, peça a ajuda de outras pessoas, amigos ou profissionais da área financeira. Enxergue o cenário e então poderá tomar decisões acertadas.

Corte gastos

Corte gastos desnecessários, elimine qualquer extra possível. Talvez seja a hora de parar a academia por um tempo ou cortar alguns jantares fora. Tudo depende das suas prioridades. Pense que está economizando hoje e que é temporário. Se for disciplinado, logo poderá incorporar esses pequenos luxos de volta a sua vida.

Pense em uma Estratégia

Crie um plano para pagar suas dívidas. Como? Coloque tudo no papel, ou em uma planilha. Some tudo que você ganha, calcule o que pode economizar e analise suas contas fixas. Parece óbvio, mas você precisa ganhar mais do que gasta. Quando tiver esses cálculos conseguirá ver o que pode ir pagando a longo prazo e o que tem que ser quitado o quanto antes. Converse com seus credores, conheça todas as opções de pagamento que eles oferecem antes de decidir qual a mais adequada para seu momento financeiro.

Saia da zona de conforto

Pense em estratégias para ganhar mais dinheiro, pode ser dando aulas particulares, vendendo algum móvel usado, comercializando delícias caseiras, tudo depende dos seus talentos. Às vezes, você realmente precisa mobilizar a família para que todos contribuam não apenas economizando, como descobrindo novos talentos para aumentar a renda doméstica.

Estabeleça metas

Defina metas possíveis, reais e objetivas, e é claro, divida esses planos com a família para que todos colaborem e, também, possam comemorar suas conquistas. Não adianta querer pagar altos valores de uma vez se você não pode. Vai quitando os débitos aos poucos, com calma e planejamento. Desta forma, a família poderá manter uma vida confortável e limpar o nome com tranquilidade.

Diego ressalta uma das dicas: a negociação com os credores. Em São Paulo, o “Feirão Limpa Nome”, realizado pelo Serasa (https://www.serasaconsumidor.com.br/feirao/), é uma oportunidade de resolver suas dívidas e negociar pendências dentro da sua realidade. A feira acontecerá até dia 24 de março (sábado) com a participação de empresas parceiras negociando débitos e dando descontos para as pessoas dispostas a pagar. Se não conseguir resolver o problema nessa edição, tenha paciência, faça suas contas e vá se planejando para próxima. O Serasa sempre realiza esse feirão.

O empresário sugere que em alguns casos, quando o devedor ainda não tem restrições no CPF, é possível realizar um empréstimo. No caso do empréstimo com imóvel em garantia por exemplo, os juros são mais baixos que os do cartão de crédito ou do cheque especial, e com parcelas a longo prazo. É uma alternativa para quitar de uma vez as dívidas mais pesadas e com juros altos com as instituições financeiras, e ir pagando esse débito lentamente, sem comprometer o orçamento e o conforto da família.

Segundo Diego, essas dicas são importantes para que as pessoas consigam reestruturar o orçamento familiar a aprender a lidar com o dinheiro de forma inteligente. A educação financeira é essencial! Como dito por Robert Kioysaki, autor do best seller de finanças pessoais Pai Rico, Pai Pobre, “a inteligência resolve problemas e gera dinheiro. O dinheiro usado sem inteligência acaba rápido”.

 

 

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