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Saiba como anda o mercado e identifique aspectos relevantes para quem quer se aventurar a ter um negócio 

O empreendedorismo cresceu exponencialmente desde 2014. Aumentou muito em razão da necessidade de muitos desempregados buscarem uma nova forma de manter a renda nos últimos anos. Esses profissionais começaram a prestar serviço timidamente e na informalidade, até que se viram realmente dispostos a abrir um negócio próprio.

Não à toa, o número de MEIs (Microempreendedores Individuais) vem batendo recordes sequenciais. Segundo o Indicador Serasa Experian de Nascimentos de Empresas, só em janeiro de 2018 surgiram 180.146 MEIs, o maior volume desde 2010. Mas há também quem sempre sonhou em ser dono do próprio negócio e viu na crise a oportunidade, tomou coragem e começou uma nova empreitada. Muitos começaram com o dinheiro do FGTS ou com um crédito bancário.

E essas novas empresas têm feito a diferença. São esses pequenos negócios que tem impulsionado a economia brasileira. Segundo uma pesquisa do Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, os pequenos negócios já são responsáveis por 142,9 mil postos de trabalho com registro.

Nesse circuito, as startups são consideradas um grande destaque. A Associação Brasileira de Startups (Absartups) conta atualmente com cerca de 4.000 associadas e quase 40.000 empreendedores cadastrados. As Fintechs (startups de tecnologia financeira) também têm calibrado a economia. Segundo o FintechLab, iniciativa da agência de inovação Clay Innovation, o segmento cresceu 36% entre fevereiro e novembro de 2017.

Só no setor de financiamentos surgiram ao menos 25 novos negócios no último ano. Entre as novas empresas, a CredMov. Os sócios, Everton Braga e Diego Romboli, podem falar com propriedade sobre a experiência de se tornarem donos do próprio negócio. Os amigos, experientes no segmento do mercado financeiro, lançaram a empresa, plataforma especializada em crédito e financiamento imobiliário em meio a crise.

“Empreender é um grande desafio! Ainda mais nesse período em que é tudo tão rápido e movido pela internet. Além dos obstáculos naturais de virar seu próprio patrão, ainda temos que lidar com a tecnologia. Diariamente surge uma novidade e sua empresa tem que se adaptar para não ficar para trás”, comenta Diego.  O empresário refere-se ao que os teóricos estão chamando de a 4ª revolução industrial, onde o mundo digital e o mundo físico estão cada vez mais se convergindo e mudando a forma como nos relacionamos, vivemos e trabalhamos.

A capacidade de adaptação e o jogo de cintura são características importantes para quem pensa em empreender. Inovação também tem sido uma palavra-chave no surgimento de novas companhias. Esse diferencial é tão importante que as startups que atingem esse objetivo e crescem, surpreendentemente, chegando a atingir um valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais, são as chamadas “unicórnios”. Esse tipo de empresa promete trazer muito investimento externo para o país cada vez maios com produtos e serviços revolucionários.

Mas para quem está começando e sonha em desenvolver todo seu potencial é importante manter os pés no chão. Como visto, o mercado está em ascensão e existe espaço em todos os setores. “Montar um plano de negócios, reservar uma quantia para abrir a empresa e se manter nos primeiros meses é essencial. Sem planejamento é muito raro um negócio decolar”, alerta Diego.

Uma forma de diminuir os gastos iniciais é utilizar espaços de coworking, ambiente compartilhado por várias empresas e profissionais. Desta forma, você troca experiências com profissionais de diferentes áreas e não tem que assumir uma despesa alta com aluguel de escritório, enquanto monta seu mailing de clientes.

O networking e a observação de cases de sucesso te dá conhecimento e pode gerar parcerias para o crescimento do seu negócio. Por isso, é importante circular em ambientes do seu mercado de atuação, frequentar feiras e eventos. Por exemplo, a Feira do Empreendedor , realizada pelo Sebrae no inicio de abril, maior órgão de apoio ao empreendedor, tem cursos, palestras e consultorias para orientar os novos empresários. Além disso, alguns órgãos como a CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) promovem regularmente encontros entre empreendedores e rodadas de negócios para que sejam apresentados escopos de ideias e realizado o networking para a formação de parcerias e outras relações entre estes pequenos empresários.

Arrisque-se! Grandes empreendedores apostaram em suas ideias e aprenderam com os erros. O caminho pode ser turbulento, mas promete realização. “É gratificante ver a empresa com todos os processos engrenados e constatar o resultado do seu esforço convertido em lucro. Nesse momento você realmente acredita que tudo valeu a pena”, reforça Diego.

 

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