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Em tempos de reforma da Previdência é essencial programar a tão sonhada aposentadoria

Planejamento financeiro é a bola da vez. Diante da tão comentada reforma da Previdência, muitos brasileiros questionam como, e se realmente terão uma aposentadoria tranquila. A reforma, que aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados, promete modificar a vida de trabalhadores e empresários. Mudanças no sistema de contratação, nas férias e até mesmo no tempo destinado ao almoço assustam as pessoas, mas o governo afirma que a mudança é necessária.

A população brasileira está envelhecendo, tendo filhos mais tarde e optando por um ou dois rebentos no máximo, e pesquisas indicam que a longo prazo essa conta de menos contribuintes com mais beneficiários causará um colapso na Previdência. Mas como isso poderá impactar nos seus planos de aposentadoria? De uma forma bem simplificada, caso o projeto seja aprovado, para receber o benefício integral o trabalhador terá que contribuir por ao menos 15 anos e ter no mínimo 65 anos, os homens, e 62 anos, as mulheres. Se o pedido de aposentadoria for com base no tempo de contribuição serão exigidos 30 anos, para as mulheres, e 35 anos, para os homens.

Se você ainda não é aposentado, nem está em vias de (se aposentar), essas possíveis mudanças poderão influenciar diretamente seu futuro financeiro. Todavia, transformações também podem ser benéficas. Talvez esse seja o impulso para que os brasileiros passem a planejar com mais disciplina e seriedade sua aposentadoria. Para isso, educação financeira e planejamento a longo prazo são indispensáveis.

Afinal você já parou para contabilizar se o benefício que receberia do governo seria o suficiente para manter seu padrão de vida atual ou você ainda teria que continuar trabalhando mesmo aposentado? Parece uma pergunta óbvia, mas grande parte dos trabalhadores não pensam sobre isso.

Por exemplo, as despesas de um idoso com saúde costumam ser altas. Os convênios e medicamentos “comem” grande parte da renda de qualquer família, e dependendo dos problemas de saúde em questão, a conta fixa pode triplicar. Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), aponta que o custo médio com convênio médico para pessoas acima de 55 anos é de R$ 648,29. Soma-se a isso o gasto com medicamentos contínuos que é, em média, de R$ 138,00 por mês. O aposentado que recebe um salário mínimo já não teria como manter essas despesas.

Por outro lado, quem consegue se aposentar com o chamado “teto” do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) poderá ter uma vida mais confortável. Esse valor hoje é de R$ 5.645,80, porém são poucos os que conseguem esse padrão. Segundo dados da Secretaria de Previdência Social, coletados em 2017, em torno de 9 mil pessoas chegam a receber esse montante, enquanto um contingente de mais de 29 milhões recebe um salário mínimo mensal.

São números como estes que confirmam a importância de projetar com calma a aposentadoria. Não depender exclusivamente do INSS pode ser libertador. Mas como e por onde começar? Em primeiro lugar, muitos desempregados não sabem, mas caso tenham condições, podem continuar contribuindo por conta própria com a previdência social. Basta emitir um boleto mensal e ir pagando, assim terão direito a aposentadoria no futuro e não perderão tempo de contribuição enquanto não se recolocarem profissionalmente.

As donas de casa que contribuíram em algum momento, mas passaram a se dedicar integralmente ao lar, também têm direito a aposentadoria no futuro se continuarem pagando até completar o tempo de contribuição ou chegar a idade necessária. Contudo, se você já contribuiu tendo sido registrado, parou de trabalhar e não continuou por conta própria, não terá direito ao dinheiro recolhido.

Vale lembrar também que nos últimos anos, o cenário de desemprego forçou muitas pessoas a enxergarem o planejamento financeiro como uma necessidade de sobrevivência. Fato é, que a maioria dos brasileiros nunca teve grande preocupação com o período da aposentadoria. Os profissionais, em sua maioria com carteira assinada, sempre exerceram suas funções com dedicação e contaram com o benefício no futuro.

Surgiram muitas empresas durante o período de instabilidade e esses novos empresários também não devem descuidar do planejamento da aposentadoria. Diego Romboli, sócio gestor da CredMov é um exemplo disso. “Quando você opta por ser seu próprio patrão tem que ter certeza de que pode lidar com as finanças de uma empresa e, em paralelo, planejar sua retirada financeira, suas férias e aportes em previdência privada. A responsabilidade do seu presente e do seu futuro se torna exclusivamente sua”, comenta.

Como citado pelo empresário, aos que podem traçar um plano de ação, uma das primeiras ideias é apostar na Previdência Privada, um sistema a longo prazo em que o contribuinte define o valor mensal e quando vai começar a receber. Na maioria dos casos a conta é simples, quanto mais investir, maior será seu retorno futuro. Praticamente todas as instituições financeiras oferecem pacotes desse tipo. Uma conversa com o seu gerente pode ajudar na melhor escolha já que existem opções diversificadas com o sistema PGBL ou VGBL.

Para quem não tem problemas em correr um pouco de risco investimentos em títulos de renda variável são outra uma alternativa que pode se tornar bastante rentável. Mas para isso é interessante que o cliente tenha um bom nível de conhecimento financeiro e de mercado para correr riscos conscientes e, de certa forma programados.

Existe um leque bastante diversificado de investimentos e aprender a compor a sua carteira visando o retorno futuro é um aprendizado constante. O auxílio de um profissional de área pode esclarecer muitas dúvidas e estar informado, realizar cursos sobre o mercado de ações para leigos/iniciantes e sobre a gestão do seu orçamento pode fazer toda diferença no futuro financeiro da sua família. O assunto é extenso e cheio de detalhes, por isso acompanhe nossas matérias que voltaremos a dar mais dicas para ter a tranquilidade sonhada durante a aposentadoria.

Equipe CredMov

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